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Como obter um efeito Premium com as técnicas de impressão e acabamentos

É mais complicado ter uma boa ideia ou pô-la em prática? A priori, as ideias fluem sempre, mas as que são realmente boas não costumam cair do céu. E, para além disso, de nada servem se não soubermos ou não conseguirmos executar com precisão cada passo do processo necessário para as tornar realidade.

No momento de desenvolver um projeto criativo tendo o papel como suporte, são muitos os parâmetros a ter em conta. Se o que procuramos é, para além de tudo o resto, conseguir que o projeto tenha um efeito Premium e aumentar assim o retorno do resultado final, o segredo estará em encontrar uma simbiose perfeita entre a ideia, o papel selecionado, a técnica utilizada e o acabamento.

Reunimos nesta publicação parte das técnicas e dos acabamentos mais solicitados para alcançar esse efeito, mas não são os únicos!

A versatilidade do Offset

O sistema Offset é uma das técnicas mais usadas para imprimir em papel todo o tipo de trabalhos, embora a impressão digital tenha vindo a ganhar-lhe terreno nos últimos anos. Trata-se de um sistema de impressão composto por uma série de rolos e cilindros que transferem a imagem para o papel.

O sistema utiliza o conjunto de cores CMYK (cião, magenta, amarelo e preto) e chapas de alumínio onde são aplicadas as tintas, ou seja, é utilizada uma chapa para cada uma das quatro cores básicas de impressão. É a mistura dessas cores que permite obter uma ampla gama cromática.

Vantagens e desvantagens

Não há dúvida, a maior vantagem do Offset é a grande variedade de tamanhos e tipos de papéis e cartolinas que pode ser utilizada, mas também a exatidão com que consegue reproduzir uma imagem. Além disso, permite reproduzir a cor exata e é compatível com tintas especiais, como as usadas para as cores metalizadas ou fluorescentes.

O preço unitário diminui à medida que as tiragens aumentam, pelo que é adequado para a impressão de um grande número de exemplares.

Entre as desvantagens está a impossibilidade de personalização, pois cada imagem é formada pelo conjunto das 4 chapas diferentes.

A vivacidade da serigrafia

Esta técnica consiste, basicamente, na transferência de tinta através de uma malha esticada num caixilho, denominada “tela”. O desenho é criado na tela através de áreas bloqueadas por meio de uma emulsão ou verniz, que correspondem às zonas onde não haverá imagem, e de áreas desbloqueadas, que permitirão a passagem da tinta para as zonas onde se pretende imprimir. A imagem é criada pela transferência da tinta para o suporte de impressão, usando uma espátula para pressionar a tinta e fazê-la sair pelo outro lado da tela.

As aplicações da serigrafia são muito variadas, desde têxteis, a plásticos, madeira, borracha, etc. É também utilizada para imprimir cartazes de grande formato, autocolantes ou inclusive imprimir em vidro.

Vantagens e desvantagens

Esta técnica consegue obter cores muito vivas, utilizando qualquer tipo de tintas, e permite uma ampla variedade de suportes, desde o papel aos têxteis, madeira, etc. As tintas utilizadas são ainda muito resistentes, pelo que são ótimas para projetos de publicidade exterior.

É um bom sistema para médias e pequenas tiragens. Além disso, as malhas ou telas podem ser reutilizadas para produções posteriores sem perda de qualidade.

O baixo número de impressões por hora e o facto de ter um processo de secagem bastante lento figuram entre as desvantagens. Além disso, não é um dos mais precisos sistemas de impressão, pois pode haver alterações de milímetros entre as diferentes camadas de tinta de uma imagem e os contornos podem ficar pouco nítidos, embora este facto possa transformar-se numa vantagem se for esse o efeito pretendido.

A elegância da estampagem a quente

A estampagem a quente é uma técnica de impressão por calor ou transferência térmica: a imagem é previamente gravada numa matriz (de magnésio, bronze, alumínio ou silicone) que pressiona uma película de impressão à qual se aplica calor. O calor e a pressão permitem ativar o adesivo dessa película e transferir a imagem para o papel, com o desenho da matriz criada.

As cores mais utilizadas são os metalizados ouro e prata, mas é possível utilizar películas de impressão de outras cores, transparentes, peroladas, holográficas e até texturizadas. As aplicações são muito variadas: embalagens, etiquetas, livros, revistas, cartões, etc., e o resultada é excelente.

Vantagens e desvantagens

A sua grande vantagem é, sem dúvida, o facto de permitir imprimir cores metalizadas ou hologramas, proporcionando esse desejado efeito Premium. Entre os inconvenientes: a maquinaria é muito específica e não muito versátil para impressão de objetos não convencionais.

A atraente textura do ‘relevo a seco’

O relevo a seco é o mais conhecido acabamento em relevo. A técnica consiste num molde fêmea, chamado clichê, que pressiona o papel contra outro clichê, o molde macho. Deste modo, sem tinta nem verniz e apenas por meio de pressão, o papel fica marcado em relevo (com alto ou baixo relevo, dependendo dos moldes usados).

O segredo desta técnica é a utilização de papéis com uma gramagem a partir dos 100 g, para evitar que o papel rasgue com o relevo ou que o efeito não fique percetível. Tudo depende da altura do molde e do comprimento da fibra do papel. Os papéis com fibras naturais são os mais adequados, preferencialmente com alguma percentagem de algodão, pois permitem obter uma boa altura e um bom volume no relevo.

Neste vídeo, a Omán Impresores explica a técnica de uma forma muito simples:

O jogo obtido de luzes e sombras é o seu efeito mais atrativo. Se procura um efeito ainda mais intenso, pode também recorrer ao relevo a seco em 3D, que acentua o resultado do relevo convencional e proporciona uma maior altura ou diferentes níveis de relevo.

Vantagens e desvantagens

Como não necessita de secagem por não usar tintas, é um sistema rápido, de fácil utilização e reprodução. Contudo, é necessário ter em conta que não é possível corrigir um erro de modelo e que não permite qualquer tipo de papéis: deve dar-se preferência às gramagens altas e evitar-se os estucados.

A personalização da impressão digital

A impressão digital consiste na impressão de um ficheiro digital diretamente no papel. A imagem é projetada através de um feixe laser sobre um tambor de impressão, no qual é depositado o pigmento que, por sua vez, é transferido para o papel por pressão e calor.

São cada mais numerosos os projetos em papel que utilizam esta técnica, embora os suportes continuem a ser menores do que os da impressão Offset. Trata-se de um sistema ideal para aplicações de impressão comercial, como etiquetas e embalagens.

No caso da impressão digital, não pode deixar de se referir o sistema HP Indigo, um sistema que, por imprimir sem chapas, facilita a utilização de dados variáveis como textos e imagens. A Fedrigoni dispõe de uma gama de papéis expressamente desenvolvida para este tipo de impressão.

Vantagens e desvantagens

A sua maior vantagem é a versatilidade e a possibilidade de personalização. Atualmente, esta técnica já permite imprimir em tinta branca, realizar estampagens e utilizar vernizes.

É necessário ter em conta que não imprime cores diretas, utilizando apenas o conjunto de cores CMYK, pelo que há o risco de ocorrência de pequenas variações de cor entre impressões do mesmo trabalho.

O toque final de um projeto criativo

Como se pode ver, são muitos os parâmetros a ter em conta no momento de escolher a técnica adequada para dar vida ao seu projeto. O primeiro consistirá em saber qual é o efeito final desejado e, claro, qual é o papel adequado para obter o que se pretende.

Conhecendo as debilidades e os pontos fortes de cada sistema de impressão e de acabamentos, será mais fácil gerir todo o processo gráfico e alcançar a excelência, tanto do ponto de vista do design como dos prazos e dos custos de desenvolvimento.

Em todo este processo podemos -e queremos!- prestar-lhe apoio. Basta contactar-nos para que lhe possamos mostrar os nossos catálogos e tudo o que os anos de experiência nos ensinaram. Esperamos por si!

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