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Encadernações à vista: o efeito mágico do “inside out”

No mundo dos livros e das publicações de design Premium, a magia não se encontra apenas no interior das suas páginas, está também na forma como se apresentam e estimulam os sentidos da visão e do tato. Não é possível perceber uma parte sem a outra. Por isso, a encadernação é um detalhe muito importante a ter em conta em projetos impressos.

Encontramo-las de todos os tipos, desde as mais clássicas e práticas encadernações com agrafos, às mais profissionais sem costuras,à japonesa em acordeão, em espiral, com capas cosidas, com capa mole e encadernação americana com capa dura, etc.

Entre elas há uma técnica que parece marcar a tendência nos últimos tempos.

Não é, nem de perto nem de longe, um sistema novo. É uma técnica conhecida desde que o livro é livro, mas é precisamente essa conotação de “old fashioned” que parece agora tê-la elevado à categoria do exclusivo.

Falamos das “encadernações vista”.

Projetos que deixam entrever todo o processo de criação de um livro ou publicação, que começa numa ideia e acaba numa manipulação que, às vezes, pode parecer, sem o ser, um processo artesanal.

Poucos acabamentos como este deixam entrever o interior deste processo: a colagem, a cosedura e os remates do papel.

Um efeito tão evidente exige, ainda mais se for possível, uma exaustiva seleção do papel, do tipo de maquetização e do método de impressão.

É apenas mais uma opção estética, palpável desde a lombada, mas o facto de ficar à vista a parte material “íntima” de um projeto de edição transforma-o em algo único, que o diferencia de qualquer outro. Costumam ser projetos difíceis de esquecer, tanto pela recordação visual como pela sensação tátil gerada.

Quer seja para reforçar a mensagem que o interior da publicação transmite, para proporcionar a sensação de um tratamento artesanal ou simplesmente para obter um resultado estético baseado na combinação de cores e texturas da cosedura e do papel, o objetivo costuma ser o mesmo: conseguir uma diferenciação no setor.

Já sabe. O tipo de encadernação também pode projetar a personalidade da sua marca ou do seu projeto editorial. E, neste contexto, “ver e sentir” literalmente o processo que está por detrás, torná-lo-ão imediatamente o alvo de muitos olhares.

 

Créditos: Projetos de:

Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Papéis: Savile Row, Century Cotton Wove
Fundación Juan March – Cuixart. Papel: Arena Extra White Smooth 120 gr
Studio Federico Barbon – Cristiano Volk. Papel: Symbol Tatami White 135 gr

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