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Não há leitura como a leitura dos dedos que viajam pela página de papel, e não há imaginação que a tinta não possa imprimir. O dia Mundial do Livro celebra-se amanhã, 23 de Abril, e para a ocasião inauguramos uma rúbrica no nosso blog: Viciados no Papel.
Rodeados de quem dá vida a este suporte, decidimos dar voz aos profissionais que trabalham de perto com a fibra, toque e sensações que nos movem. Amigos, clientes e colaboradores, não podíamos estar mais satisfeitos de partilhar o mesmo vício.
Primeiro temos Porcelanosa, um nome que dispensa apresentações: além de ser uma das casas de cerâmica com mais prestígio e elegância, confessa-se como uma verdadeira viciada no papel. Outra das vozes entrevistadas é a de Pedro Falcão, designer português cuja trajectória representa já um referente no design editorial e cultural. E, finalmente, também temos o prazer de ler o que os nossos amigos Oman Impresores têm a dizer sobre este viver para e pelo papel.
— Porcelanosa: Ao escolher o tipo de papel, pensamos no que queremos transmitir; dependendo de cada projeto e do produto selecionamos um tipo de papel ou outro. Procuramos papéis que têm qualidades particulares que transmitem sensações (toque , cor, textura…) que constituem um valor acrescentado para os nossos projectos e, acima de tudo, que reproduzam fielmente as cores. Para nós, o fundamental é a reprodução com perfeição dos nossos produtos. Precisamente por isso nos importa tanto a escolha do papel , porque acreditamos que cada pormenor do projeto nos representa e faz parte da nossa imagem.
— Pedro Falcão: Há duas grandes famílias nos papeis, os coated e os uncoated. Dentro destas duas famílias, a diversidade é enorme. Mas podemos pensar que uma serve um propósito e a outra o oposto. A partir daqui a escolha é feita mediante o tipo de material a reproduzir. Mas há outro aspecto fundamental — no trabalho que desenvolvo na obra de livro — que é verificar se determinada marca de papel, fabrica o sentido de fibra nas duas direcções. Ou seja, é para mim inconcebível, produzir um livro com o sentido de fibra perpendicular à lombada. Geralmente este aspecto condiciona a minha escolha.
— Oman Impresores: As suas qualidades, cada papel transmite sensações diferentes . Em função do tipo de trabalho e da imagem que o cliente idealiza, às vezes é pela cor do papel, outras pela sua aspereza ou suavidade. A textura também é um factor determinante se procuramos efectuar um vinco ou dar um golpe seco, e nesse caso escolhemos papéis de algodão que são os que produzem melhor efeito. Cada projeto é diferente.
— Porcelanosa: Xper sem dúvida, acho que é o melhor offset do mercado. Para a nossa memória corporativa, apostámos neste papel.
— Pedro Falcão: Não me parece, mas os papeis uncoated, são para mim o que se aproxima mais da realidade, da sua própria natureza, são mais naturais. Os coated servem o propósito da imagem, mas são sempre artificiais.
— Oman Impressores: Xper, pelo seu equilíbrio entre a qualidade de impressão e textura. Materica, pela sua rigidez, toque e gama de cores.
— Porcelanosa: Considero que vivemos uma era de “revolução digital”, que pouco a pouco deixa de lado este meio. Acredito que devemos aproveitar as vantagens de ambos y saber complementá-los. Com o tempo, o papel terá um carácter distintivo, fará a diferença, e por isso, as empresas que procurem destacar-se e gerar um valor acrescentado, continuarão a apostar pelo papel.
— Pedro Falcão: É muito importante o futuro do papel, “Para mim os livros são objectos que fazem parte da nossa mobíla, assim como as cadeiras ou as mesas. É para mim impensável digitalizá-los e viver numa casa de prateleiras vazias”. in Pedro Falcão, Colecção D, INCM
— Oman Impressores: Considerando o tipo de trabalho que fazemos, achamos que o futuro agoira tudo de bom. Há uma procura crescente de trabalhos com papéis que fornecem um valor acrescentado, quer na impressão tradicional como na digital.
Tão grande é o vício, que também pedimos aos nossos entrevistados uma foto de seu espaço de trabalho, onde o papel coexiste em cada canto.
Não queríamos deixar de agradecer pessoalmente aos nossos generosos interlocutores Ismael Monferrer de Porcelanosa, Pedro Falcão e Miguel Ángel de Oman Impressores. Feliz dia Mundial do Livro, Paper Lovers!
