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Longe de parecer o nome de uma terapia de grupo, a Risografía é uma técnica de impressão.
Como se fosse fruto entre a serigrafia e a fotocópia, a Risografía oferece um resultado final com o irresistível toque aveludado do analógico, mas com um custo muito mais acessível. Trata-se de um processo de impressão que se baseia na transferência de tinta através de um simples rolo ou tambor rotativo. Utilizado principalmente com cores planos (que são impressos um de cada vez), permite chegar a obter várias cores através da sobreposição de tintas.
E não acabam aqui as suas virtudes. Utiliza tintas à base de soja (ecológicas e sem dissolventes), placas de alumínio e um baixo consume energético graças ao seu processo em frio.
Residem nos pequenos defeitos de cada impressão, o carácter inconfundível de uma Risografia. Com um registo imperfeito e um leque de cores limitado, cada peça é única: pequenas edições, posters, fanzines ou postais são os trabalhos mais habituais.
O papel, como em qualquer projecto, também faz a diferença: devem-se utilizar papéis tipo offset, com fibra e volume, como Century Cotton Wove, Sirio White/White, Arcoprint White, Arcoprint Milk ou Arcoset e a gramagem deve oscilar entre os 70 e os 210 gr.
Para que tenha uma ideia do potencial desta máquina, que tanto tem trabalhado para pequenas editoriais e fanzineiros, deixamos-lhe aqui alguns exemplos do muito que se tem vindo a produzir no território nacional.
As Edições Senhora do Monte, fruto de um colectivo com vontade de explorar as possibilidades do mundo da autoedição, da produção e da criação de visibilidade em projectos de autor, utiliza a risografia em «Montanhas» de Martina Manyà, um livro de ilustração impresso a duas cores.
A Rough’Nough é uma editora e casa de impressão de livros de artista e pequenas publicações independentes em risografia, sediada em Lisboa.
Mariana a “Miserável”, ilustradora de profissão, colabora frequentemente em publicações e auto produz as suas, recorrendo à risografia.
Com muita vontade e habilidade estes pequenos colectivos têm descoberto e contaminado os demais daquela vontade de tocar o papel e cheirar a tinta impressa. Sejam pequenos ou grandes, deixaram uma bela impressão!