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Nos tempos que correm, tão sobrecarregados por ecrãs e percepções rápidas, O Clube do Papel felicita a iniciativa Ilusões de Papel da Culturgest, uma oficina de artes cinéfilas e um laboratório de experiências criativas, onde foi possível conhecer os processos artísticos das histórias ilustradas e animadas em papel.
Num espectáculo para toda a família, Patrícia Freire, Joana Barros e Nuno Bernardo presentearam-nos com um autêntico Cinema em papel. Viajámos a épocas em que por primeira vez se assistia a estes breves momentos de magia que prendiam o olhar e catapultavam a imaginação a lugares nunca antes explorados.
Antes dos irmãos Lumiére, os primórdios do cinema cozinhavam-se em laboratorios de papel, através de uns curiosos engenhos chamados flipbooks. Estes pequenos livros mágicos surgiram no século XIX onde por primeira vez se assistiu a desenhos que ganhavam vida quando as páginas eram passadas a certa velocidade, dando impressão de movimento. Apesar de terem irmãos tão mais velhos, hoje em dia continua-se a usar esta técnica para magníficos projectos de animação.
A primeira animação usando um projetor de cinema convencional foi produzida em 1908 pelo francês Émile Cohl. Desenhou cada frame num papel e só depois filmou o resultado, dando origem à primeira curta metragem animada do mundo com pouco mais de um minuto, o “Fantasmagorie”.
Queríamos paratilhar estas miríades de magia ocular e agradecer à Culturgest a oportunidade de viajar em papel animado.