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Chamam-nos nostálgicos incorrigíveis, e é verdade, arregalam-se-nos os olhos quando nos deparamos com jóias do saber-fazer do antigamente. Tudo respira carinho e cuidado, da escolha do material à composição tipográfica, Nuno Neves e Susana Vilela fazem-nos viajar no tempo.
Os cadernos Serrote já são objecto de colecção, e por todo o mundo esgotam edições. Ele é papel de toalha de mesa, padrão bolacha, estádio de futebol ou sabão azul! Imaginação e materiais que nos transportam ao antigo dia-a-dia bairrista, onde a tipografia é a vizinha mais antiga:
«Procurámos oficinas tipográficas em Lisboa com o objectivo de produzir um caderno que fosse impresso em tipografia antiga, com caracteres móveis, à maneira de Gutenberg, o alemão que no século XV desenvolveu tipos móveis em metal, uma técnica que permanece ainda hoje em tipografias mais antigas», explicam os autores de Serrote, projecto iniciado em 2004.
Para além destes peculiares cadernos, a editora expandiu a sua produção na mesma linha estética a postais, diários e também livros ilustrados. O seu projecto mais ambicioso chama-se Caixote Serrote e com muito humor revela-se um amável kit de sobrevivência a ser usado no meio da natureza ou na selva urbana. Dentro do caixote, para além de um caderno sabão azul e branco e um estrelado, podemos encontrar coisas tão surpreendentes como um par de meias bicolor, um canivete ou bandeiras de sinalização, objectos «produzidos especialmente para este projecto pelas publicações Serrote ou em colaboração com outros fabricantes portugueses». Também pensando no aventureiro perdido, lançam uma carta astral impressa a três cores, um mapa interpretativo do céu nocturno, no qual estão representadas as constelações e principais estrelas observáveis do Hemisfério Norte.
Explorando mais e mais do mundo do papel, a Serrote aguça-nos a curiosidade pelos pequenos pormenores da tradição e folclore portugueses que, como demonstram, também podem ser encontrados numa simples folha de papel.