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Gyotaku, o DNI dos peixes guardado em papel

04_Fedrigoni_GyotakuAs origens do Gyotaku remontam ao século XIX, quando os pescadores japoneses sentiram a necessidade de catalogar as peças pescadas quando ainda no mar alto. Como numa espécie de ritual, também se encontram impressões acompanhadas de poemas de agradecimento ao mar pelas suas oferendas ao homem.

Diz a lenda que o primeiro Gyotaku é da dinastia EDO, quando um pescador queria impressionar o imperador enviando-lhe a silhueta – e a alma – de um besugo negro, símbolo da felicidade.

 

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Seja por um impulso artístico ou de documentação, estes pescadores-artistas usavam tinta sobre papel de arroz. Aplicavam a tinta na direção das escamas e cobriam o peixe do rabo à cabeça. Num movimento decidido, esfregavam o papel no peixe e assim imprimiam as suas formas.

Quem diria que do mar veio a técnica precursora do daguerreotipo fotográfico?

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É que não há melhor maneira de conservar a beleza do oceano e das Festas de Lisboa que com uma sardinha Gyotaku!

Atreve-se?

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