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Trata-se de uma técnica tradicional que parte do mesmo principio da gravação de metal sobre papel. A combinação destes dois materiais permite um acabado peculiar que outorga uma personalidade única a cada peça.
Os primeiros tipos metálicos foram habilmente fabricados, peça por peça, pelo mestre ourives Gutenberg, em 1450. Procurando democratizar a escrita e transformando-a numa produção em série, criou vários sets de caracteres feitos em metal, para que cunho a cunho se pudessem construir palavras, logo frase, logo textos inteiros.
Hoje em dia assistimos à recuperação desta técnica e maquinaria, precisamente porque os resultados falam por si sós.
Mas ao tratar-se de um processo manual e artesanal, há que ter em conta alguns parâmetros.
A nível do design deve-se evitar sobreposições de cor ou degradados e corpos de tipografia inferiores a 6 pontos. Visto que a impressão passa por pressionar metal no papel, a escolha do tipo de fibras deste último é muito importante. Recomendamos usar papéis de algodão com uma gramagem elevada. São bons exemplos Century Cotton Wove, Arcoprint Milk, Materica, Woodstock, Savile Row Plain, Nettuno ou Freelife Merida.
Quanto às tintas utilizadas, há que ter em conta que são misturas de pigmentos específicos, e não é possível obter os tons exatos das guias pantone. Cada cor é impressa individualmente, pelo que se deve confeccionar uma matriz para cada.
Outro dos recursos mais requisitados é retirar proveito do relevo que o letterpress deixa no papel, e nem sequer imprimir tinta. Com a textura e relevo, o resultado é impressionante.


Alan Kitching é uma lenda viva dos aficionados do letterpress. Com mais de 50 anos ao seu serviço, considera-se o rei da impressão DIY – Do It Yourself – porque confecciona todas e cada peça que produz.
Se lhe despertámos a curiosidade, recomendamos-lhe o livro Alan Kitching: A Life in Letterpress, e a entrevista que lhe tivemos oportunidade de fazer no nosso Pulp Journal #6.