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A obra de Matthew Shlian é escultural e altamente técnica. Shlian utiliza uma variedade de técnicas para corte, dobragem e reconstrói o papel em formas geométricas, que são depois cuidadosamente montadas em intrincados cruzamentos de planos.
A obra acabada combina a complexidade do pequeno detalhe com um nível macro, equilibrando os dois numa agradável estética minimalista.
Matthew Shlian é um destes artista que funciona dentro do limite cada vez mais indecifrável entre arte e engenharia. E como engenheiro do papel, colabora cada vez mais em projectos científicos que tratam de descobrir as vantagens da técnica de dobragem do papel aplicada às micro escalas da nano tecnologia.
Formado na Cranbrook Academy, Shlian divide seu tempo entre o ensino na Universidade de Michigan e o seu trabalho como artista. Na sua obra escultórica tem vindo a desenvolver uma série inspirada na música electrónica onde materializa os pequenos destelhes e variações musicais com um admirável domínio sobre as características físicas do papel.
Da sua obra, ele escreve: “No meu estúdio eu sou um colaborador, explorador e inventor. Começo com um sistema de dobragem e num determinado momento o material assume-se como mestre. Guiado por esse estado de constante surpresa, trabalho sem poder visualizar o resultado final; chegando à conclusão da obra através da incansável curiosidade “.
A sua metodologia baseia-se tanto na alta tecnologia – nas conveniências do mundo digital (plotters, AutoCAD e semelhantes) – como em simples ferramentas analógicas como o X-acto, o papel a cola.
Independentemente da técnica, Matthew deixa-se levar pelos mistérios do papel e as suas criações são fruto desse deslumbramento:
“Muito do meu trabalho é sobre a curiosidade. Se eu não entender alguma coisa, o trabalho que faço é precisamente o caminho para o entendimento. Eu venho para compreendê-lo por meio da experimentação.”