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O papel já faz parte dos ‘materiais inteligentes’

Foi desenvolvido um papel que pode ser a solução para múltiplas utilizações. No Instituto Italiano de Tecnologia foi inventado um papel multifuncional.

O que representa esta invenção para a indústria do papel?

Uma grande melhoria, sobretudo em três setores importantes como são o da alimentação, o têxtil e o da construção.

A investigação foi possível graças à evolução da nanotecnologia. Roberto Cingolani, diretor científico do Instituto, refere que é uma tecnologia que se aplica no suporte sem danificar as suas propriedades originais.

Como funciona?

O papel é mergulhado numa solução líquida à qual foram adicionados monómeros.

E o que são monómeros?

São umas pequenas moléculas amigas do ambiente.

E como reagem?

Após a secagem do papel depois de ter sido mergulhado na solução líquida, as partículas conhecidas como monómeros unem-se aos polímeros, que são moléculas muito pequenas características da celulose.

Com esta adição de componentes, o papel permite a incorporação de elementos que alteram as suas características, desta forma, se forem adicionadas partículas de ferro, o papel torna-se magnético, se forem partículas de prata, o papel torna-se antibacteriano, ou pode também tornar-se resistente à água se lhe for adicionado teflon.

Na sequência do desenvolvimento desta nova técnica, algumas empresas já começaram a colaborar com o Instituto para que seja possível a utilização comercial de todas estas propostas.

 

 

+info: Istituto Italiano di Tecnologia

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