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Hoje falamos de um projecto onde o papel foi escolhido para visualizar e comunicar dados que nos afectam como sociedade. Com Oporto Homeless, Andreia Barbosa quis mostrar a realidade dos sem-abrigo no Porto e retratar um aspecto escondido da sua cidade.

O projecto foi antecedido de uma larga investigação e reconhecimento do terreno. Identificadas as zonas de concentração de sem-abrigo, a designer deu início a um mapeamento do terreno, visualizando a gravidade da situação através da forma e do volume. Um conjunto geométrico mas orgânico de formas triangulares salta-nos à vista e traduz imediatamente os aglomerados e a dimensão do problema.
A escolha do triângulo não foi feita ao acaso: “É, a meu ver, a forma geométrica mais desconcertante e tem também relação com uma metáfora do telhado, do abrigo”. Durante três dias, colocou à mão 170 tetraedros num plano que tinha imprimido anteriormente.
Assim foi dado um carácter tridimensional ao mapa, recorrendo a tetraedros, pirâmides irregulares. A maquete do projeto foi desenvolvida inteiramente em papel e manualmente. Cada um dos sólidos foi construído individualmente e depois montados num plano junto dos restantes.

“Um trabalho difícil e demorado, que nada mais é que a analogia ao trabalho árduo e prolongado que teremos que realizar, se efetivamente quisermos atingir a nossa utopia… uma cidade perfeita, para todos, vivida por todos…”
Actualmente a designer procura apoio para levar o projecto mais além e traduzir esta visualização numa plataforma digital onde a actualização e monotorização de dados possa evoluir numa ferramenta efectiva de análise e questionamento do problema.